Desde
o surgimento do futebol até os dias de hoje, muitas coisas mudaram. O futebol
foi se modernizando e muitos acreditam que deixou de ser apenas um esporte, um
momento de lazer e se tornou um negócio altamente lucrativo. Acredito que a
principal fonte de renda nos clubes vem através do marketing, pois quando
aplicado com sabedoria, o retorno financeiro pode ser bem alto, seja com
patrocínios ou atraindo os torcedores.
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| Nuno Leal, em jogo amistoso 2004, no Maracanã Fonte: http://esporte.uol.com.br/ |
Em 1996, Marcelo Caldarelli, presidente do Londrina Esporte Clube, resolveu ir com tudo para a disputa do Campeonato Paranaense daquele ano. Além de montar um time competitivo, trabalhou bastante no marketing do clube. Trouxe modelos lindíssimas para atuarem como gandulas, o que agradou bastante os torcedores do LEC que iam ao estádio. Para alegria da torcida feminina, Caldarelli conseguiu algo fantástico. Para comandar o time, trouxe como técnico o ator global Nuno Leal Maia, que fazia muito sucesso na televisão no momento. A mulherada aprovou! Para auxiliá- lo, trouxe também outro ator, Romeu Evaristo, o Saci do Sítio do Pica Pau Amarelo. Isso tudo acabou atraindo muita gente aos treinos e aos jogos do Londrina, sem contar no aumento de patrocinadores.
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| Serginho Prestes Fonte:http://www.marcelodieguez.com.br/ |
Se
não bastasse toda essa estratégia de marketing, Caldarelli resolveu aparecer
mais um pouco. Dessa vez, não trouxe nenhum ator, nenhuma modelo, mas prometeu
pagar o bicho de jogo (pagamento extra aos jogadores ao vencer determinadas
partidas) com boi vivo. Sim, com boi! “Não gostamos
nada da ideia, mas o cara era meio maluco. Um maluco do bem”, disse Prestes. Só que
tem um detalhe, os bois nem pertenciam a ele. Ele nem tinha fazenda alguma. É
claro que isso foi descoberto somente depois. Serginho contou que o presidente
chegou a levar os jogadores e jornalistas em três fazendas diferentes para
mostrar o “pagamento”, mas alguns membros da equipe já desconfiavam da farsa “A
gente já imaginava e ele sabia que a gente já tinha sacado que era papo furado,
mas ele era um cara muito carismático e o grupo seguiu em frente”. Resultado, o
time ganhava as partidas e não via nada além da cor da bola. Procurado pela
imprensa, o presidente alegou que alguns fazendeiros haviam prometido os bois,
mas se arrependeram da ideia.
Cuidado com o exagero no marketing

